Posts

POLUIÇÃO ELETROMAGNÉTICA E SAÚDE

11BPara melhor entendimento do texto abaixo ver abaixo alguns conceitos básicos:

Eletromagnetismo – Teoria de unificação das áreas da eletricidade, do magnetismo e da ótica. Todos os fenômenos relativos a essas três áreas estão relacionados com os campos eletromagnéticos.

Campos Eletromagnéticos – são regiões sobre influência de radiações de natureza elétrica e magnética.

Radiação – é a propriedade de transportar energia pelo espaço.

Energia – é a capacidade de realizar trabalho.

A poluição eletromagnética é a influência danosa dos campos eletromagnéticos sobre o corpo humano, animais e vegetais. Ela é proveniente da interação com a radiação gerada pelos eletroeletrônicos, eletrodomésticos, instalações elétricas, aparelhos e equipamentos de geração e transmissão de energia elétrica, além dos equipamentos de geração e transmissão de ondas eletromagnéticas sem fio como as antenas de radio, de telefonia celular, a internet sem fio e os aparelhos de telefones sem fio e telefones celulares.

No mundo de hoje extremamente tecnológico, vivemos imersos em um “mar de ondas eletromagnéticas” que muitas vezes gera uma grande polêmica sobre a interação negativa com os seres vivos. Porém vários pesquisadores já comprovaram que os efeitos e conseqüências das radiações eletromagnéticas alteram o funcionamento normal dos organismos vivos, principalmente dos seres humanos.

Uma vez que não sabemos ao certo o quanto os campos eletromagnéticos são danosos para nosso organismo devemos adotar o principio da precaução quando vamos usufruir de tais tecnologias. O principio da precaução foi proposto formalmente durante a Eco 92 no Rio de Janeiro e sua definição está colocada abaixo :

“O Princípio da Precaução é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados. Este Princípio afirma que a ausência da certeza científica formal, a existência de um risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano”.

Porem já são conhecidos vários efeitos negativos das radiações eletromagnéticas no corpo humano. Sabe-se que as radiações eletromagnéticas promovem, dentre outros efeitos, indução eletromagnética, agitação e aumento de calor nas células humanas. Como conseqüências desses efeitos, podemos citar o desencadeamento da formação de cataratas nos olhos e da esterilidade temporária nos homens, pois os testículos e os olhos são muito sensíveis ao aumento de temperatura e mais susceptíveis à absorção de radiação do que outras partes do corpo.

Quanto mais alta a freqüência da radiação mais danosa ela pode ser, pois será mais intensa sua interação com nosso corpo até mesmo em curtos intervalos de tempo. As radiações ionizantes, por exemplo, possuem freqüência tão alta que dependendo da forma de interação com nosso corpo, podem até deslocar elétrons da estrutura atômica da matéria, causando ionização no átomo, gerando radicais livres e até danos permanentes no DNA das células. Este é o caso da radioatividade.

Também sabemos que a contaminação eletromagnética gera ionização do ar que é recebida pelo corpo humano com pequenos estímulos elétricos e uma alteração da diferença de potencial na superfície da pele. Uma contaminação eletromagnética muito intensa gera alta voltagem eletro-cutânea e mau funcionamento do organismo. O ideal para a saúde humana, de acordo com a geobiologia, é uma voltagem corporal de até 0.1 volt que pode ser aferida com um multímetro profissional de precisão.

RADIOATIVIDADE EM EDIFICAÇÕES

13BDentre os fatores de salubridade dos ambientes construídos, as radiações ionizantes são consideradas as que possuem maior potencial de gerar dano à saúde aos usuários em curtos períodos de exposição.

Ionizantes são aquelas radiações que possuem muita energia, sendo capazes de arrancar elétrons dos átomos e quebrar ligações químicas em moléculas, deixando–os eletricamente desequilibrados.

Na natureza existem substâncias e elementos químicos que tem a propriedade de emitir radiação ionizante naturalmente, são os que chamamos de elementos radioativos. Esses elementos possuem os núcleos de seus átomos instáveis, e em “busca da estabilidade” emitem radiações através de partículas (nêutrons, alfa, beta) ou ondas eletromagnéticas (gama) de altíssimas freqüências.

A radioatividade pode causar danos significativos à saúde das pessoas expostas a níveis superiores aos aceitáveis, uma vez que sua interação com a matéria viva pode inclusive causar alterações genéticas na molécula de DNA.

Na construção de uma edificação que busque promover a saúde de seus usuários, devemos dar atenção aos níveis de radioatividade do local onde será construído o edifício, além de escolhermos materiais de construção com baixos níveis de radioatividade.

Para lidar com a radioatividade deve se dar atenção à boa ventilação dos ambientes construídos, principalmente em locais onde a radiação de fundo é elevada. Com a renovação do ar, gases radioativos e partículas ionizadas pela radiação, são levadas para fora dos ambientes.

Sob a superfície do solo pode existir formações rochosas que contem minerais e substancias radioativas, como por exemplo o urânio, o tório e o gás radônio, assim também é muito importante deixar um espaço vazio entre o solo e o primeiro piso da edificação; onde o ar possa circular e ser renovado constantemente, principalmente quando o local for ser usado por mais de quatro horas diárias.

Também é muito importante, em locais em que a radioatividade de fundo é acima da média, minimizar ao máximo a ocorrência de outros focos de radioatividade dentro dos ambientes construídos, principalmente na escolha dos materiais de construção, acabamentos e utensílios domésticos.

Nas regiões onde já existe a ocorrência de radioatividade elevada, deve-se constatar que os agregantes naturais utilizados na construção civil, como argilas, cerâmicas, areias, cimento, pedras laminadas e britadas, também não possuam radioatividade elevada.

Dependendo da origem da matéria prima, os tijolos cerâmicos, as cerâmicas vitrificadas (para revestimentos, pratos, canecas e utensílios), as pedras de revestimentos de piso e bancadas (como o granito, a ardósia e o gnais), podem ser contribuintes consideráveis de radiações ionizantes nos ambientes construídos.

Para escolha de granitos para revestimentos de piso e bancadas, por exemplo, devemos dar atenção especial ao nível de radioatividade das pedras escolhidas, principalmente aquelas que serão usadas em áreas de permanência prolongada (salas, cozinhas, quartos e escritórios).

As rochas graníticas podem conter tório, urânio e outros minerais radioativos em sua “composição”.
Os níveis de radioatividade devem ser aferidos antes da aquisição das pedras de granitos e dos demais materiais de construção que podem possuir radioatividade consideráveis.

Existem alguns materiais de construção que possuem baixa ou nenhuma radioatividade natural, assim eles devem ter preferência na hora de construir. O gesso natural, o cimento branco, as pedras calcárias, o mármore e as fibras naturais são alguns exemplos desses materiais.

Como citado acima, alguns cuidados podem ser tomados para minimizar a quantidade de radioatividade em um ambiente, porém existem locais que devido à elevada radiação natural de fundo não são indicados para construções onde terá permanência humana por longos períodos diários.

Para realizar as medições dos níveis de radioatividade desses locais e dos materiais de construção, o ideal é contratar um profissional habilitado que possua o medidor de radioatividade calibrado. No Brasil alguns geobiólogos e engenheiros de Segurança do Trabalho possuem equipamentos que são capazes de mensurar os níveis de radioatividade de ambientes naturais, construídos e de materiais de construção.

Uma curiosidade é que alguns locais ritualísticos antigos como círculos de pedras e catedrais góticas e romanas foram construídas sobre locais com fortes intensidades de radiação, com o intuito de facilitar a busca por estados de consciência alterada. Também nesses templos existia um estudo minucioso de padrões geométricos e formas físicas dos ambientes, uma vez que a forma combinada com outros fatores ajudava a edificação a cumprir seu papel.

O uso de formas, cores, padrões geométricos e intenções especificas não é capaz de minimizar fisicamente a radioatividade de uma construção, porém o que pode acontecer é uma atuação benéfica em níveis mais sutis de energia, favorecendo, por exemplo, a resposta do sistema imunológico quando em interação com determinada radiação.