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Edificação Saudável e Síndrome do Edifício Enfermo

9BO fator mais importante na vida e função de um edifício é a geração e preservação da saúde do ser humano que usufrui do espaço construído.

Consideramos uma edificação saudável aquela que promove e mantém a saúde de seus usuários.
Como um dos caminhos para a construção e manutenção de edificações saudáveis podemos dispor da geobiologia, ciência e cultura construtiva e de habitat, que considera a edificação um ser vivo sustentável, promotor e mantenedor da saúde ambiental e principalmente humana.

Dois pontos chaves que a geobiologia considera para a manutenção e geração de saúde dentro dos edifícios são o tempo de exposição diante dos fatores de contaminação dos ambientes e a intensidade e modo que as pessoas interagem com esses fatores.

Assim sendo, para os cômodos de permanência prolongada, aqueles onde passamos mais de quatro horas diárias, são aqueles onde as nossa atenções devem ser redobradas, pois neles a interação com os fatores de contaminação são mais freqüentes e com o passar do tempo serão determinantes para a condição de saúde das pessoas que ocupam esses locais.

Nossos quartos de dormir, escritórios, salas de estar, locais de estudo e cozinha costumam ser os ambientes onde passamos mais tempo durante o dia. Mas isso não quer dizer que os outros cômodos não devem ser salubres, uma vez que ao longo de nossas vidas também usufruímos desses espaços, e dependendo da intensidade dos fatores de contaminação, um banheiro, por exemplo, onde passamos poucas horas diárias, pode ser um ambiente crucial para a saúde das pessoas que o usam.

Desde 1982 a OMS (Organização Mundial de Saúde) classifica como Síndrome do Edifício Enfermo, a patologia na qual um edifício é fator comprovado de risco para a saúde de seus usuários. Para classificar um edifício como enfermo é necessário que mais de 50% de seus usuários tenham os mesmos sintomas relacionados com a permanência na edificação.

No Brasil, estima-se que mais de 80% dos prédios comerciais sejam doentes e gerem ou desencadeiem patologias nas pessoas que trabalham neles, passando mais de seis horas diárias em suas dependências.

As residências também devem ser motivo de atenção uma vez que são locais onde as pessoas passam a maior parte de seus dias e onde os fatores de salubridade são muitas vezes encontrados em altas freqüências e concentração. A maioria das residências possuem o ar interno mais poluído do que o ar externo das grande metrópoles devido ao uso de materiais de construção, produtos de limpeza e mobiliário insalubres.

FATORES DE SAÚDE E MEDICINA DA HABITAÇÃO

10BA melhor maneira de lidar com os fatores de saúde da Geobiologia é de atuar de maneira preventiva, considerando todos os fatores de saúde geobiológicos como informações importantes no momento do projeto, execução e ocupação dos ambientes. Uma avaliação cuidadosa dos espaços, dos entornos; e uma escolha consciente da ocupação e usos dos ambientes; materiais, acabamentos e mobiliários, podem minimizar significativamente os problemas de saúde gerados pelos ambientes em seus ocupantes.

O trabalho geobiológico da BIOhabitate é norteado por padrões e métodos internacionais contidos nas Normas de Medição e nos Limites de Exposição em Áreas de Permanência Prolongada. A norma com os Padrões de Salubridade e Métodos de Medição da Geobiologia está em sua sétima edição, e é conhecida como SBM 2008* (The Standard of Building Biology Testing Methods, Building Biology Evaluation Guidelines for Sleeping Areas and additional testing details). Para aferição dos índices de salubridade serão usadas técnicas de observação invetigativa, BIO-sensibilidade e radiestesia.

Para o estudo da salubridade de ambientes construídos é realizada a avaliação dos seguintes índices de salubridade abaixo, considerando tanto aqueles com foco no interior do edifico (instalações elétricas e eletroeletrônicos, radioatividade de materiais de construção, microondas e telefones móveis); quanto aqueles provenientes de fontes externas ao ambiente estudada (antenas de telefonia celular, radioatividade terrestre de fundo, transformadores de energia, subestação, torres de transmissão de sinal de rádio, TV, sistemas de distribuição de energia elétrica, iluminação artificial).

Campos, Ondas e Radiações / Qualidade do Ar e Clima Interno

1 – Campos Elétricos Alternados (AC) baixa freqüência – até 400khz

2 – Campos Eletromagnéticos de Alta Freqüência – acima 800Mhz

3 – Campos Geomagnéticos Contínuos – Alterados (DC)

4 – Radioatividade Natural Terrestre e Artificial (radiação Gama, partículas Alfa e Beta, Raios X e Gás Radon)

5 – Radiações e Campos Geomagnéticos (veios subterrâneos de água, redes geomagnéticas e falhas geológicas)

6 – Umidade relativa do Ar, Temperatura

7 – Intensidade Luminosa, Poluição Sonora e Eletricidade do Ar Interno.

8 – Formaldeído, Compostos Voláteis Orgânicos e Substâncias Tóxicas (COVs, vernizes, tintas, adesivos, produtos sintéticos, materiais de construção, revestimentos, produtos de limpeza, colas, compensados de partículas de madeira, mobiliário, plásticos, revestimentos de PVC ou vinílicos, ar condicionado, aerossóis, partículas aerotransportadas, poeira, fumaça, fuligem, amianto, esmaltes).