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GEOBIOLOGIA / SAÚDE AMBIENTAL

GeobiologiaA Geobiologia, ou Biologia da Construção, é uma ciência baseada na interação entre as influências do espaço construído e a saúde das pessoas que usufruem desse espaço.

Também conhecida como medicina do habitat, essa ciência tem o seu foco principal na criação ou reorganização de construções para que estas sejam saudáveis, geradoras e mantenedoras da saúde do meio ambiente e principalmente das pessoas que usufruem desses ambientes.

Originalmente, quando o ser humano ainda tinha todas as suas bases e referências na natureza, somente os fatores naturais eram relevantes para sua saúde e de seu habitat. Daí o nome Geobiologia, Geo (influência da Terra), biologia (fenômenos vitais).

Nos dias de hoje a Geobiologia também dá atenção aos fatores de influencia artificiais, considerando que a cada dia novas tecnologias, técnicas e materiais, estão disponíveis ao ser humano e na maioria das vezes são idealizadas somente levando em conta a praticidade, funcionalidade e a economia, deixando de lado a relação desses novos implementos com a saúde humana.

A Geobiologia traduz para o mundo atual ensinamentos tradicionais de culturas antigas (celtas, egípcios, chineses, romanos e etc.) que sempre buscavam uma relação saudável com os ambientes em que realizavam suas funções.

Nessas culturas a observação dos condicionantes físicos e energéticos naturais dos ambientes era pré-requisito para a construção de qualquer edificação, ou até mesmo para ocupação temporária de determinado local.

Desde a posição do sol, relevo e até as influências das energias telúricas dos veios subterrâneos de água e falhas geobiológicas eram analisadas para se arquitetar, construir ou habitar um determinado ambiente.

Os antigos romanos soltavam vários grupos de ovelhas em uma região em que pretendiam construir. Depois de um determinado tempo eles escolhiam ovelhas de diferentes grupos que dormiam em diferentes locais. Essas ovelhas eram sacrificadas e seus fígados analisados. As ovelhas que tinham os fígados mais saudáveis eram aquelas que dormiam e pastavam em locais com menos influencias maléficas, portanto os romanos escolhiam esses locais para construírem suas edificações.

Os antigos chineses conheciam técnicas de criação de ambientes saudáveis, através do uso de técnicas do feng-shui, ciência que é uma das ramificações da respeitada e tradicional medicina chinesa. Através das avaliações das formas, relevos, magnetismos, direção dos ventos e da posição e qualidade da água, os sábios chineses conseguiam determinar o melhor local para se construir, dormir, direcionar as janelas e as portas.

Além disso, consideravam as influências das energias das estrelas das constelações, e também dos veios subterrâneos de água, chamados por eles de veias do dragão.

Os antigos construtores celtas sabiam exatamente onde construírem e onde não construírem. Para tratar os ambientes eles erguiam enormes megalíticos que serviam como agulhas de acupuntura na terra para manipular de forma favorável as energias telúricas.

A maioria das catedrais da idade média foi erguida em locais com grande influencia de energias telúricas, o que dinamizava a alteração do estado de consciência dos fieis que estavam em busca da re-ligação com o divino.

A Geobiologia começou a ser vista de fato como ciência desde o inicio do século XIX, quando médicos e cientistas começaram a comprovar a relação das energias telúricas e geomagnéticas com a ocorrência de doenças, em principal o câncer.

A partir daí a relação entre o habitat e a saúde do habitante começou a ficar óbvia, e na década de 80 a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que os edifícios podem ser agentes de saúde, ou pelo contrário, possuírem a Síndrome do Edifico Enfermo, gerando doenças em seus usuários.
Nesta mesma década, várias outras instituições começarão a dar mais atenção à salubridade dos ambientes internos. A OMS, EPA, ACGIH, OSHA, ANVISA (RE nº9 16/01/2003), ABNT (NBR6401) e MTE (NR 9,15, 17) listaram poluentes e estabelecem limites de exposição prolongada e de curta duração a alguns agentes contaminantes (campos eletromagnéticos, radônio, ozônio, benzeno, formaldeído, NO2, HCFC, HCHO, CO2, provenientes de aparelhos de telefone celular, computadores, eletroeletrônicos, granitos, tintas, colas, ar condicionado, vernizes, matérias de limpeza etc).

Por sua vez os Geobiólogos já estavam bastante avançados em relação aos estudos e pesquisas que comprovavam a estreita relação entre a saúde e o local em que se vive. Em 1976 o Prof. Anton Schneider fundou o primeiro Instituto de Geobiologia, o Instituto fur Baubiologie+Oekologie Neubern – IBN, com o intuito de oferecer serviços e informações a cerca da Geobiologia.

Edificação Saudável e Síndrome do Edifício Enfermo

9BO fator mais importante na vida e função de um edifício é a geração e preservação da saúde do ser humano que usufrui do espaço construído.

Consideramos uma edificação saudável aquela que promove e mantém a saúde de seus usuários.
Como um dos caminhos para a construção e manutenção de edificações saudáveis podemos dispor da geobiologia, ciência e cultura construtiva e de habitat, que considera a edificação um ser vivo sustentável, promotor e mantenedor da saúde ambiental e principalmente humana.

Dois pontos chaves que a geobiologia considera para a manutenção e geração de saúde dentro dos edifícios são o tempo de exposição diante dos fatores de contaminação dos ambientes e a intensidade e modo que as pessoas interagem com esses fatores.

Assim sendo, para os cômodos de permanência prolongada, aqueles onde passamos mais de quatro horas diárias, são aqueles onde as nossa atenções devem ser redobradas, pois neles a interação com os fatores de contaminação são mais freqüentes e com o passar do tempo serão determinantes para a condição de saúde das pessoas que ocupam esses locais.

Nossos quartos de dormir, escritórios, salas de estar, locais de estudo e cozinha costumam ser os ambientes onde passamos mais tempo durante o dia. Mas isso não quer dizer que os outros cômodos não devem ser salubres, uma vez que ao longo de nossas vidas também usufruímos desses espaços, e dependendo da intensidade dos fatores de contaminação, um banheiro, por exemplo, onde passamos poucas horas diárias, pode ser um ambiente crucial para a saúde das pessoas que o usam.

Desde 1982 a OMS (Organização Mundial de Saúde) classifica como Síndrome do Edifício Enfermo, a patologia na qual um edifício é fator comprovado de risco para a saúde de seus usuários. Para classificar um edifício como enfermo é necessário que mais de 50% de seus usuários tenham os mesmos sintomas relacionados com a permanência na edificação.

No Brasil, estima-se que mais de 80% dos prédios comerciais sejam doentes e gerem ou desencadeiem patologias nas pessoas que trabalham neles, passando mais de seis horas diárias em suas dependências.

As residências também devem ser motivo de atenção uma vez que são locais onde as pessoas passam a maior parte de seus dias e onde os fatores de salubridade são muitas vezes encontrados em altas freqüências e concentração. A maioria das residências possuem o ar interno mais poluído do que o ar externo das grande metrópoles devido ao uso de materiais de construção, produtos de limpeza e mobiliário insalubres.

FATORES DE SAÚDE E MEDICINA DA HABITAÇÃO

10BA melhor maneira de lidar com os fatores de saúde da Geobiologia é de atuar de maneira preventiva, considerando todos os fatores de saúde geobiológicos como informações importantes no momento do projeto, execução e ocupação dos ambientes. Uma avaliação cuidadosa dos espaços, dos entornos; e uma escolha consciente da ocupação e usos dos ambientes; materiais, acabamentos e mobiliários, podem minimizar significativamente os problemas de saúde gerados pelos ambientes em seus ocupantes.

O trabalho geobiológico da BIOhabitate é norteado por padrões e métodos internacionais contidos nas Normas de Medição e nos Limites de Exposição em Áreas de Permanência Prolongada. A norma com os Padrões de Salubridade e Métodos de Medição da Geobiologia está em sua sétima edição, e é conhecida como SBM 2008* (The Standard of Building Biology Testing Methods, Building Biology Evaluation Guidelines for Sleeping Areas and additional testing details). Para aferição dos índices de salubridade serão usadas técnicas de observação invetigativa, BIO-sensibilidade e radiestesia.

Para o estudo da salubridade de ambientes construídos é realizada a avaliação dos seguintes índices de salubridade abaixo, considerando tanto aqueles com foco no interior do edifico (instalações elétricas e eletroeletrônicos, radioatividade de materiais de construção, microondas e telefones móveis); quanto aqueles provenientes de fontes externas ao ambiente estudada (antenas de telefonia celular, radioatividade terrestre de fundo, transformadores de energia, subestação, torres de transmissão de sinal de rádio, TV, sistemas de distribuição de energia elétrica, iluminação artificial).

Campos, Ondas e Radiações / Qualidade do Ar e Clima Interno

1 – Campos Elétricos Alternados (AC) baixa freqüência – até 400khz

2 – Campos Eletromagnéticos de Alta Freqüência – acima 800Mhz

3 – Campos Geomagnéticos Contínuos – Alterados (DC)

4 – Radioatividade Natural Terrestre e Artificial (radiação Gama, partículas Alfa e Beta, Raios X e Gás Radon)

5 – Radiações e Campos Geomagnéticos (veios subterrâneos de água, redes geomagnéticas e falhas geológicas)

6 – Umidade relativa do Ar, Temperatura

7 – Intensidade Luminosa, Poluição Sonora e Eletricidade do Ar Interno.

8 – Formaldeído, Compostos Voláteis Orgânicos e Substâncias Tóxicas (COVs, vernizes, tintas, adesivos, produtos sintéticos, materiais de construção, revestimentos, produtos de limpeza, colas, compensados de partículas de madeira, mobiliário, plásticos, revestimentos de PVC ou vinílicos, ar condicionado, aerossóis, partículas aerotransportadas, poeira, fumaça, fuligem, amianto, esmaltes).