RADIOATIVIDADE EM EDIFICAÇÕES

13BDentre os fatores de salubridade dos ambientes construídos, as radiações ionizantes são consideradas as que possuem maior potencial de gerar dano à saúde aos usuários em curtos períodos de exposição.

Ionizantes são aquelas radiações que possuem muita energia, sendo capazes de arrancar elétrons dos átomos e quebrar ligações químicas em moléculas, deixando–os eletricamente desequilibrados.

Na natureza existem substâncias e elementos químicos que tem a propriedade de emitir radiação ionizante naturalmente, são os que chamamos de elementos radioativos. Esses elementos possuem os núcleos de seus átomos instáveis, e em “busca da estabilidade” emitem radiações através de partículas (nêutrons, alfa, beta) ou ondas eletromagnéticas (gama) de altíssimas freqüências.

A radioatividade pode causar danos significativos à saúde das pessoas expostas a níveis superiores aos aceitáveis, uma vez que sua interação com a matéria viva pode inclusive causar alterações genéticas na molécula de DNA.

Na construção de uma edificação que busque promover a saúde de seus usuários, devemos dar atenção aos níveis de radioatividade do local onde será construído o edifício, além de escolhermos materiais de construção com baixos níveis de radioatividade.

Para lidar com a radioatividade deve se dar atenção à boa ventilação dos ambientes construídos, principalmente em locais onde a radiação de fundo é elevada. Com a renovação do ar, gases radioativos e partículas ionizadas pela radiação, são levadas para fora dos ambientes.

Sob a superfície do solo pode existir formações rochosas que contem minerais e substancias radioativas, como por exemplo o urânio, o tório e o gás radônio, assim também é muito importante deixar um espaço vazio entre o solo e o primeiro piso da edificação; onde o ar possa circular e ser renovado constantemente, principalmente quando o local for ser usado por mais de quatro horas diárias.

Também é muito importante, em locais em que a radioatividade de fundo é acima da média, minimizar ao máximo a ocorrência de outros focos de radioatividade dentro dos ambientes construídos, principalmente na escolha dos materiais de construção, acabamentos e utensílios domésticos.

Nas regiões onde já existe a ocorrência de radioatividade elevada, deve-se constatar que os agregantes naturais utilizados na construção civil, como argilas, cerâmicas, areias, cimento, pedras laminadas e britadas, também não possuam radioatividade elevada.

Dependendo da origem da matéria prima, os tijolos cerâmicos, as cerâmicas vitrificadas (para revestimentos, pratos, canecas e utensílios), as pedras de revestimentos de piso e bancadas (como o granito, a ardósia e o gnais), podem ser contribuintes consideráveis de radiações ionizantes nos ambientes construídos.

Para escolha de granitos para revestimentos de piso e bancadas, por exemplo, devemos dar atenção especial ao nível de radioatividade das pedras escolhidas, principalmente aquelas que serão usadas em áreas de permanência prolongada (salas, cozinhas, quartos e escritórios).

As rochas graníticas podem conter tório, urânio e outros minerais radioativos em sua “composição”.
Os níveis de radioatividade devem ser aferidos antes da aquisição das pedras de granitos e dos demais materiais de construção que podem possuir radioatividade consideráveis.

Existem alguns materiais de construção que possuem baixa ou nenhuma radioatividade natural, assim eles devem ter preferência na hora de construir. O gesso natural, o cimento branco, as pedras calcárias, o mármore e as fibras naturais são alguns exemplos desses materiais.

Como citado acima, alguns cuidados podem ser tomados para minimizar a quantidade de radioatividade em um ambiente, porém existem locais que devido à elevada radiação natural de fundo não são indicados para construções onde terá permanência humana por longos períodos diários.

Para realizar as medições dos níveis de radioatividade desses locais e dos materiais de construção, o ideal é contratar um profissional habilitado que possua o medidor de radioatividade calibrado. No Brasil alguns geobiólogos e engenheiros de Segurança do Trabalho possuem equipamentos que são capazes de mensurar os níveis de radioatividade de ambientes naturais, construídos e de materiais de construção.

Uma curiosidade é que alguns locais ritualísticos antigos como círculos de pedras e catedrais góticas e romanas foram construídas sobre locais com fortes intensidades de radiação, com o intuito de facilitar a busca por estados de consciência alterada. Também nesses templos existia um estudo minucioso de padrões geométricos e formas físicas dos ambientes, uma vez que a forma combinada com outros fatores ajudava a edificação a cumprir seu papel.

O uso de formas, cores, padrões geométricos e intenções especificas não é capaz de minimizar fisicamente a radioatividade de uma construção, porém o que pode acontecer é uma atuação benéfica em níveis mais sutis de energia, favorecendo, por exemplo, a resposta do sistema imunológico quando em interação com determinada radiação.

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