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BIOCONSTRUÇÃO – CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS

BioconstruçãoA BIOconstrução pode ser resumida como cultura construtiva e de habitat que considera a edificação; desde sua concepção, obra e uso, até sua desconstrução; um SER VIVO que se relaciona, o mais positivamente possível, com outros seres, com seu habitat e com seus ocupantes de acordo com as variantes que compõe seu nicho ecológico* (recursos – condições – interações).

Podemos então denominar de BIOCONSTRUÇÃO, ou Construção Viva, toda aquela construção que gera e mantém o bem-estar e a saúde de todos os habitantes ou usuários dos espaços conformados; além de preservar ao máximo as condições e ciclos naturais do planeta.

Desde o processo de concepção e projeto, até seu processo de construção e inclusive durante todo seu tempo de uso, as construções são consumidoras de recursos, energia e materiais que em sua maioria não são recicláveis ou renováveis, e alem disso também são geradoras de dejetos e lixos contaminantes ou poluentes.

Sem foco na salubridade e sustentabilidade, a maioria dos edifícios projetados e construídos em uma sociedade baseada no consumo são insalubres e insustentáveis.

Para nosso contexto atual a BIOconstrução é uma importante ferramenta para resgate das relações ECOLÓGICAS HARMÔNICAS entre as construções e seus ecossistemas, com base na preservação das condições naturais de saúde dos seres vivos e dos ambientes naturais.

Assim como nossas vestimentas as edificações são extensões de nosso corpo, e devem assim ser o mais orgânicas, naturais e o menos impactante possível para nós e para o planeta Terra.

*NICHO ECOLÓGICO – “Maneira como um ser vivo ou uma população vive dentro de um ecossistema gerando efeito e respostas fisiologicas em outros seres e no meio ambiente” (Wikipedia)

CONSTRUÇÃO E ARQUITETURA DE TERRA CRUA

Construção terra cruaA Construção com Terra crua é uma técnica construtiva que conceitualmente utiliza o solo sem queima (cozimento) como principal material construtivo. A terra é denominada em termos técnicos de solo, que é entendido como o produto da decomposição de rochas, elementos minerais e/ou orgânicos.

Também é de comum denominar construções onde a utilização da maioria dos elementos construtivos são de Terra Crua, como Arquitetura de Terra.

O gasto nulo de energia, o excelente potencial de conforto térmico e acústico, o grande potencial de reciclagem, a grande disponibilidade e produção zero de lixo e poluentes, fazem com que as construções com terra crua sejam vistas como uma das alternativas mais coerentes e viáveis para minimização dos impactos indesejáveis da construção no meio ambiente e nas pessoas que usufruem dos espaços construídos.

Em todos os continentes, e ao longo de toda história da humanidade, o solo tem se mostrado, por diversas razões (custo, abundância, trabalhabilidade etc.), o material de construção que mais esteve ao alcance do homem em seus estágios de evolução, inclusive nos dias atuais.

Registros das mais variadas modalidades de obras (edificações, estradas, barragens, contenções etc.), que chegam a datas de mais de 9.000 anos, são encontrados em sítios arqueológicos e patrimônios históricos de civilizações anteriores, tais como a chinesa, a egípcia, a romana e até a civilização americana pré-colombiana, entre outras.

É importante ressaltar que, ainda hoje, devido à abundância, o solo é dos recursos naturais o mais representativo para suprir uma importante necessidade básica do homem – a moradia. Temos atualmente mais de ¾ das construções fora dos centros urbanos construídos com terra.

No entanto, o bom desempenho recomendado para edificações construídas com “terra” é essencialmente governado pelo tipo de tratamento tecnológico direcionado à potencialização de certas propriedades que tornem o solo um material tecnicamente competitivo com o concreto e o aço.

As principais vantagens das construções com terra;

1 – São construções extremamente saudáveis, seguras, duráveis e com alto padrão de sustentabilidade
2 – Confortos acústicos e térmicos de até 30% em relação às coberturas convencionais
3 – Qualidade higroscópica da terra crua permite uma permeabilidade seletiva, otimizando as trocas gasosas e a dispersão da umidade. As paredes “respiram”
4 – Diminuição da variação de temperatura no interior das edificações ou baixa amplitude térmica
5 – Não derruba árvores para queima e não lança CO2 na atmosfera, minimizando o efeito estufa
6 – Tem acabamento natural de alto padrão estético e de grande durabilidade

As principais técnicas de construção com terra crua que utilizamos em nossos projetos são:
TIJOLO DE ADOBE TAIPA DE MÃO (PAU-A-PIQUE)
TAIPA DE PILÃO TAIPA ENSACADA (SUPERADOBE)
COB (TERRA EMPILHADA) BTC (BLOCO DE TERRA COMPRIMIDA)
TINTAS DE TERRA ARGAMASSAS DE REVESTIMENTO

TETO VIVO PARA COBERTURA DE EDIFICAÇÕES

Teto vivoA técnica construtiva de execução de TETO VIVO (telhado verde, cobertura gramada ou laje ajardinada) consiste em executar a cobertura de uma edificação com camadas que possibilitem a colocação de substrato e vegetação sobre a estrutura já existente ou a ser construída.

É uma das técnica de cobertura mais antigas usada pelo homem para se proteger das intempéries como a neve e o calor excessivo.

Os primeiros registros do uso do Teto Vivo datam do ano de 605 aC, quando foram descobertos vestígios da existência dos Jardins Suspensos da Babilônia (atual Iraque). Uma majestosa estrutura construída pelo rei Nabucodonosor II, para sua esposa, Amyitis.

Desde da Idade Média a cobertura viva era largamente usada. Existem registros de usos dessa técnica em ruínas de construções na Escandinávia (Suécia e Noruega) e também na Finlândia.

Conhecidos tradicionalmente como Telhados de Turfa (relva) ou Telhado de Céspede. Eram estruturados com madeiras roliças e cascas da árvore Bétula (Vidoeiro), que eram resistentes e impermeáveis.

Dentre as principais vantagens dos usos dos tetos vivos podemos destacar:

1 – Conforto acústico e térmico de até 30% em relação às coberturas convencionais

2 – Captação e filtragem de água de chuva, podendo ser utilizada em vasos sanitários, lavatórios, chuveiros e para irrigação

3 – Diminuição da variação de temperatura no interior das edificações e bioclimatização do entorno próximo, com formação de habitats e micro-climas agradáveis

4 – Filtragem de poluentes do ar pela vegetação

5 – Aumento das áreas permeáveis e do tempo de infiltração de água de chuva, minimizando as enchentes nas metrópoles

6 – Retirada de CO2 da atmosfera absorvido pela vegetação, minimizando o efeito estufa.

7 – Alta durabilidade, baixo custo energético e bela estética.

Para fazer um teto vivo é preciso escolher os materias certos, por exemplo não podemos usar qualquer lona ou material para impermeabilização, aquela lona que se usa no terreiro não deve ser usada para impermeabilização, é muito frágil e deteriora com o tempo.
O teto vivo requer uma camada de impermeabilização muito bem feita, pois todo teto como pre-requisito deve ser pelo menos estanque à agua de chuvas e sem vazamento.

Também devem ser executadas: uma camada de dreno e uma de filtro, e depois a camada de terra e vegetação. Para a camada de impermeabilização, procure uma manta feita de PEAD usado em aterro sanitário e obras de geologia e geotécnia, que tem ótima durabilidade e degrada com 600 anos. A construção exige mão de obra especializada. Não é qualquer estrutura e materiais; nem qualquer terra e plantas que podem ser usados. Caso contrário, vai deteriorar rapidamente e oferecer riscos à saúde da construção e de seus usuários.

O nome de cobertura verde ou teto vivo nasceu na Islândia, no extremo Norte da Europa, onde há invernosrigorosos. As casas eram feitas com torrão de terra empilhados e tinham no teto madeiras de árvores muito resistentes e, sobre elas, uma camada de torrões de terra. A umidade encharcava a madeira que inchava e se tornava estanque a água que passava pela camada de terra do teto. Com a chegada do verão e temperaturas mais amenas, as plantas cresciam sobre os torrôes de terra colocados no teto. Eram conhecidos tradicionalmene como telhados de Cespedes ou Telhados de Turfa (relva).

Se a terra crua na parede, como material cosntrutivo para fabricação de adobe ou pau a pique, traz conforto térmico, por que não no teto? Deixar a terra exposta pode trincar a terra e expor as camdas abaixo, portanto, a cobetura vegetal no teto vivo deve sempre estar viva e bem cuidada. Seguem duas qualidades térmicas dos tetos vivos: além da inércia térmica da camada de terra, a vegetação ao transpirar, rouba calor da superfície da cobertura, assim como acontece na evaporação, que acontece devido a incidência solar na superficie do teto.

Casas feitas com teto vivo proporcionam excelente conforto térmico e baixa amplitude térmica nos ambientes internos. Na Arquitetura Modernista o terraço – jardim era proposto como espaço de convivência e lazer. O conceito foi desenvolvido por Le Corbusier na década de 1920, fazendo parte de seus cinco pontos para nova arquitetura. Sua idéia foi a de “recuperar” aos cidadãos o espaço ocupado pela construção (espaço “subtraído” ao solo) na cobertura do edifício.

Nas cidades, um grande benefício do teto vivo é que ele possibilita a diminuição da quantidade de enxurrada. Só depois de seis horas de chuva, dependendo do tamanho e do plano de inclinação, que costuma ser de 15% a 20%, é que a água vai minar nos tubos de quedas e drenos do teto. Então, ela não forma grandes correntes de enxurrada, não sobrecarrega o sistema público de água pluvial, e o mais importante, diminui o risco de enchentes nas grandes cidades.

Outra questão positiva é que o teto vivo já faz a pre filtragem para a água da chuva ser captada, armazenada e usada para irrigação, no vaso sanitário, para limpezas e outros fins. Além disso o teto vivo possibilita o habitante usufruir de seu terraço como um jardim. Quando se tem muito verde num telhado vivo de 6m x 6m por exemplo, é possível diminuir em até um grau a temperatura no entorno próximo.

MANEJO E REUSO DA ÁGUA EM CONSTRUÇÕES

Reuso de águaEm pesquisa realizada recentemente pelo IBGE (PNSB – Pesquisa Nacional de Saneamento Básico), constatou que: 47,8% das cidades brasileiras não contam com serviço primário de esgoto (coleta e tratamento); e apenas 20,2% dos municípios tratam seus esgotos. Ou seja, total de 11 bilhões de litros de esgoto gerado por residências, aproximadamente ¾ desse volume são lançados nos cursos d’água sem nenhum tratamento.

No Plano Mundial de Metas Ambientais da Eco92 foi afirmado que: “aproximadamente 80% de todas as doenças são de origem hídrica (cólera, disenteria, hepatite, intoxicação alimentar entre outras) e mais de um terço das mortes em países em desenvolvimento são causadas pelo consumo de água contaminada”.

Hoje em dia a situação continua sem a devida atenção, e um dos sérios problemas durante a “vida” (ocupação) de um edifício é a geração de lixo, principalmente através dos efluentes, que se não tratados adequadamente podem ser perigosos agentes de contaminação dos mananciais naturais de água potável.

O tratamento descentralizado dos efluentes é uma ótima solução para os problemas de tratamento de esgoto em zonas que não contam com saneamento básico, ou onde o sistema publico é ineficiente ou não atende as necessidades dos usuários.

O tratamento descentralizado consiste em tratar o esgoto no local onde ele é gerado, sem necessidade de dispendiosas redes públicas de coleta e sistemas de tratamentos centralizados. Basicamente esses sistemas atendem aos pressupostos da Agenda 21, quando propõem uma solução local para os problemas ambientais causados pela geração de esgotos.

REUSO DA ÁGUA

Os sistemas de tratamento descentralizados podem ser construídos e instalados tanto em locais onde não existe saneamento básico como também nos locais onde existe rede de esgoto, mas se deseja fazer o reuso das águas servidas.

Podemos entender como reuso ou reaproveitamento da água, o processo pelo qual a água, tratada ou não, é reutilizada pelo homem na mesma função, ou em outra atividade humana diferente da primeira.

O reuso da água é um estimulo para a conservação das águas potáveis disponíveis no planeta, sendo assim indispensáveis em sistemas de gestão sustentável do uso da água, pois diminui a demanda de retirada de água do meio ambiente.

De acordo com ANA (Agência Nacional da Água), com o reuso de águas cinzas para a limpeza dos vasos sanitários podemos economizar 1/3 da demanda domestica de água do país.

Tipos de reuso

O reuso pode ser indireto ou direto, planejado ou não planejado. .
Reuso indireto e não planejado : quando o reuso é feito por um segundo usuário, depois do descarte do efluente no meio ambiente pelo primeiro usuário sem tratamento, controle e intenção de possibilitar o reuso. (ex. pequenas propriedades rurais e cidades)

Reuso indireto planejado: o primeiro usuário descarta o efluente no meio ambiente depois do tratamento, com a intenção de possibilitar a captação e reuso de um próximo usuário (ex. cidades próximas, às margens do mesmo rio).

Reuso direto e planejado: o efluente é tratado e/ou armazenado e quando chega em seu ponto de descarga ele é diretamente conduzido para o reuso, sem entrar em contato com o meio ambiente. (ex. sistemas industriais, tratamentos de efluentes domésticos, sistemas de irrigação, captação de águas pluviais para reuso)

Reciclagem da água: o efluente é reutilizado internamente no processo sem passar por tratamento ou locais de disposição (ex. sistemas industriais). A reciclagem de água diminui os custos com tratamentos, acondicionamento e reduz o consumo de água e a poluição ambiental. Atualmente existem fabricas onde sistemas de montagem e produção trabalham somente com água reciclada, não gerando efluente e nem consumindo água doce.

O tipo de sistema e nível de tratamento das águas residuais dependem diretamente da qualidade das águas servidas disponíveis e da qualidade desejada para o reuso.

No Brasil temos as normas fornecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que tratam do assunto do reuso das águas servidas para fins industriais, domésticos e comerciais. A NBR 13969 de 1997.

Nesta norma, o item que trata do reuso local diz que: “No caso do esgoto de origem essencialmente doméstica ou com características similares, o esgoto tratado deve ser reutilizado para fins que exigem qualidade de água não potável, mas sanitariamente segura, tais como irrigação dos jardins, lavagem dos pios e dos veículos automotivos, na descarga dos vasos sanitários, na manutenção paisagística dos lagos e canais com água, na irrigação dos campos agrícolas e pastagens etc.”

De acordo com essa norma temos as seguintes classificações para a qualidade das águas servidas requerida para usos específicos:

ClasseUso previstoTurbidezColiformes FecaisSólidos dissolvidos totaispHCloro residual
CLASSE 1Lavagem de carros e outros usos que requerem contato direto do usuário com a águaInferior a 5Inferior a 200 NMP/100 mlInferior a 200 mg/LEntre 6 e 8Entre 0,5 mg/l e 1,5 mg/l
CLASSE 2Lavagem de pisos, calçadas e irrigação dos jardins, manutenção dos lagos e canais para fins paisagísticos, exceto chafarizesInferior a 5Inferior a 500 NMP/100 mlSuperior a 0,5 mg/L
CLASSE 3Reuso em descargas dos vasos sanitáriosInferior a 10Inferior a 500 NMP/100 ml
CLASSE 4Reuso nos pomares, cereais, forragens, pastagens para gados e outros cultivosInferior a 5000 NMP/100mL

Classificação e reusos previstos – fonte: ABNT norma 13969/1997
Depois de receberem tratamento adequado as águas servidas destinadas ao reuso devem ser armazenadas em reservatórios para posterior reaproveitamento. Estes reservatórios devem ser dimensionados de acordo com a quantidade de oferta e demanda das águas a serem reaproveitadas e também de acordo com o tempo de armazenamento dessas águas.

O dimensionamento dos sistemas de tratamento das águas servidas deve ser feito de acordo com a NBR 7229 de 1993.

Os sistemas convencionais de tratamento das águas servidas são utilizados para o descarte das águas no meio ambiente ou na rede pública de esgoto. Nesses sistemas convencionais, compostos por tanque séptico, filtro anaeróbico e sumidouro ou vala de infiltração, o nível de filtragem da água não é indicada para o reuso, principalmente por que na maioria das vezes o efluente é composto por águas cinzas e negras misturadas e os sistemas não possuem eficiência necessária para o reuso do efluente.

Por este motivo o tratamento da água nestes sistemas convencionais não são completos como em uma de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Existem diversos projetos de ETEs compactas eficientes comercializados no mercado brasileiro por profissionais e empresas. Estes sistemas têm o mesmo principio de funcionamento dos sistemas descentralizados convencionais, porém possuem também o estagio de tratamento com filtro aeróbico e sistemas de desinfecção com cloro, ozônio, radiação UV ou osmose reversa.

Devemos sempre incentivar e requerer o reuso da água em nossa obra, projeto, condomínio ou comunidade, assim como darmos atenção a práticas e hábitos de redução do consumo da água.

Veja no link a seguir dicas para reduzir o consumo e a degradação dos recursos hídricos durante construção e ocupação de edificações.

SANEAMENTO ECOLÓGICO / TANQUE DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO / CIRCULO DE BANANEIRAS

Saneamento EcológicoQuando falamos em construções vivas e sustentáveis, aquelas que cooperam e preservam o meio ambiente, devemos frisar que toda edificação é colocada para ser parte integrante do ecossistema em que se insere, consumindo assim, energia e gerando poluição de diversas formas.

Para que a sustentabilidade de um edifício seja significativa devemos nos atentar primeiramente para a fase de construção, com a escolha de técnicas e materiais construtivos que gerem pouco impacto ambiental, toxidade e consumo energético. Em segundo lugar deveremos dar atenção redobrada para o consumo energético e geração de poluição durante os anos em que o edifício será usado, lembrando que em sua maioria o tempo de obra é irrisório se comparado com o tempo de existência e uso das edificações.

Um dos sérios problemas durante a “vida” de um edifício é a geração de lixo, principalmente através dos esgotos contaminando as águas usadas e os mananciais naturais.

Uma pessoa consome em media 160 litros de água durante um dia, toda essa água entra na edificação limpa, é usada e sai poluída. Cerca da metade desse volume total é usado para o vaso sanitário, constituindo o que chamamos de esgoto negro (aquele que contem fezes). A outra metade é usada nas pias, tanques, torneiras e chuveiros, e é chamada de águas cinzas por não conter fezes.

Captar, filtrar e armazenar a água da chuva para uso nas edificações seria o primeiro passo para lidar de maneira sustentável com os recursos hídricos.

Porém, em segundo lugar devemos dar destino correto para os esgotos.

TRATAMENTO BIOLOGICO E REUSO DAS AGUAS CINZAS

Depois de passar por uma caixa de gordura, onde esta fica retida e boiando na água, as águas cinzas podem ser conduzidas para o filtro biológico: passando por uma caixa estanque com plantas aquáticas filtrantes no primeiro nível, seguido por camadas de terra, cascalho, carvão e brita. No fundo da caixa tem-se um cano com diversos orifícios pequenos por onde a água sai filtrada pronta para uso no jardim e nos vasos sanitários.

CIRCULO DE BANANEIRAS

O circulo de bananeiras também é uma boa solução para dar destino ao esgoto cinza. Uma vez que se cria uma condição para que as raízes das bananeiras possam filtrar as águas servidas.
A técnica consiste em cavar um buraco redondo com boca de 1m de diâmetro e também com 1 m de profundidade onde são depositados materiais orgânicos provenientes de podas, aparas de jardim, restos de verduras e legumes. Nesse buraco é também depositado o esgoto por meio de uma rede se esgoto.

BACIA DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO

A bacia ou leito de evapotranspiração é uma ótima opção para dar destino ao esgoto negro onde não se tem condições de instalar um sanitário compostável a seco. Ou nos locais que onde o nível do lençol freático é alto para instalação de sumidouros ou valas de infiltração.

A bacia de evapotranspiração é conhecida como sistema de tratamento de esgoto de emissão zero, ou seja, não existe emissão poluente na natureza, o único subproduto de seu funcionamento é o vapor de água.

Temos dois sistemas de tratamento do esgoto juntos em uma mesma estrutura, onde acontece a decomposição anaeróbica do esgoto negro, a filtragem e purificação da parte liquida que é transformada em puro vapor de água.

O sistema é composto basicamente por uma estrutura totalmente impermeabilizada que contem uma câmara de decomposição anaeróbica, um filtro de cascalho, pedras e areia, e um canteiro com terra vegetal e plantas com grande área foliar, como a bananeira e a taioba.

O efluente é lançado primeiramente, na câmara anaeróbica onde a parte solida do esgoto é consumida por bactérias que sobrevivem sem a presença de O2. Depois o esgoto passa de baixo para cima pelo filtro até ser evaporado pela superfície do solo, sugado pelas raízes das plantas e transpirados pelas folhas.

Esse sistema é ideal para regiões quentes. Para sua instalação devemos nos atentar para que a região tenha índices pluviométricos menores que as taxas de evapotranspiracão para assim o sistema funcionar com eficiência, uma vez que sem calor adequado não acontece suficientemente a vaporização pelo solo e nem a transpiração pelas plantas.

BIO SANITÁRIO COMPOSTÁVEL A SECO – BIO’S

BiosanitárioCONTEXTUALIZAÇÃO / HISTÓRICO

A saúde e a manutenção da qualidade de vida nos ecossistemas da terra dependem do funcionamento sustentável dos organismos que nela habitam. Incluindo as edificações, que como os seres vivos, possuem suas funções excretoras com geração de esgotos e dejetos, que podem ser substituídas por produção de húmus e alimento, através da consciência ecológica e do uso de técnicas como o Sanitário Compostável.

Para dar destino ao esgoto negro (aquele que contem fezes) o melhor a se fazer é ter um Sanitário Compostável, ou também chamado de banheiro seco, no qual não utilizamos água para dar descarga e sim matéria orgânica (serragem, folha secas ou terra).

Além de não necessitar de aguá para a descarga, não depende de rede de esgosto e altos custos com tubulações, caixas de passagens e com estações de tratamenos de esgoto centralizadas. E o mais importante permite transformar em adubo, para ser usado no pomar e no jardim, os desejos que virariam esgoto negro e contaminantes de mananciais, lençóis freáticos de água, rios e mares.

No Sanitário compostável, os dejetos juntamente com papel higiênico usado e a matéria orgânica que se joga no “vaso” depois do uso, passam por um processo de compostagem controlada com temperaturas de ate 70 graus, para eliminar os agentes patogênicos do material e transformar os dejetos em ricos compostos orgânicos, utilizados em arvores, jardins e no minhocário para gerar húmus agrícola.

O uso desses sanitários é bastante antigo, com mais de cem anos de vida ganhou força a partir da década de 60, atualmente fora do Brasil são comercializados sanitários compostáveis compactos, que podem ser instalados até mesmo dentro de nossos banheiros urbanos convencionais.

As câmaras de compostagem desses sanitários devem ser projetadas, construídas e usadas para permitir a perfeita compostagem do material, assim o processo biológico natural de decomposição aeróbica (com a presença de O2) é

otimizado, todos os agentes patogênicos são mortos, e um sistema de ventilação e convecção elimina em 100% o mau cheiro.

VANTAGENS DO USO DO BIO’S

Além de benefícios claros ligados a preservação do meio ambiente, o uso do sanitário compostável traz inúmeras vantagens para as pessoas, famílias e comunidades.

Veja dez motivos para usar o BIO’ Sanitário compostável.

1- Economiza água – uma descarga consome em média 15 litros de água, 30% a 40% do consumo de água de uma pessoa é perdido nas descargas convencionais.

2- Não polui e nem contamina o solo, os rios, as águas subterrâneas e os oceanos.

3- Gera composto rico em nutrientes para o solo e para as plantas, que pode ser usado como fertilizante para jardins, pomares e árvores frutíferas. (evita-se o uso dos compostos do BIO’S diretamente em hortaliças, a não ser que sejam devidamente monitorados)

4- Independência em relação ao sistema de saneamento básico: não necessitando de tratamento e fornecimento de água; e nem de coleta e tratamento do esgoto

5- Não gera nenhum mau cheiro se bem construído e utilizado.

6- Mais higiênico do que as fossas negras secas convencionais (buraco cavado no chão onde não se acrescenta matéria orgânica depois do uso, nesse sistema de sanitário as fezes não entram em compostagem e sim em putrefação e fermentação anaeróbica (sem a presença de oxigênio), o que gera muito mau cheiro e gases tóxicos e inflamáveis)

7- Recicla os dejetos humanos, restos de comida, podas de grama, folhas rasteladas, aparas de verduras e legumes, e quase todos os lixos orgânicos de uma casa.

8- Evita ou reduz o uso de agrotóxicos, principalmente fungicidas, pois com uso de composto do BIO’S as plantas ficam mais fortes e resistentes as pragas.

9- Evita o lixo gerado com o papel higiênico sujo, no BIO’S ele pode ser jogado no vaso para a compostagem.

10- Os custos de instalação e manutenção são mais baratos que os custos com banheiros convencionais que necessitam de rede de água e de esgoto. E pode ser instalado em locais onde as fossas não podem ser cavadas por o terreno não permitir ou o lençol de água ser pouco profundo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPBELL, S. Manual de Compostagem para Hortas e Jardins. 1995.

BUENO, Mariano. Como hacer um buen compost. 2003.

LENGEN, V. Johan. Manual do arquiteto descalço. 2004

SÁNCHEZ, Cristian. Abonos orgânicos e lombricultura. 2003

JENKINS, Joseph. The humanure hand book, A Guide to Composting Human Manure.1999.

PORTO, D. David. STEINFELD, Carol. The Composting Toilet System Book. 2000.

BAMBU NA CONSTRUÇÃO

Bambu na construçãoO bambu é uma espécie vegetal da família Gramínea com mais de mil espécies existentes pelo mundo. A maior concentração nativa desse vegetal é na Ásia e nas Américas. O bambu possui crescimento e amadurecimento rápido podendo chegar a 18m de comprimento em 60 dias e amadurecer em 3 anos, enquanto espécies arbóreas demoram em media 60 anos para atingirem esse comprimento e 6 anos para atingirem o amadurecimento para a extração.

Assim um bambuzal dá, em média, em cinco anos cem metros lineares a mais de matéria prima de qualidade superior ou igual a qualquer madeira de lei hoje disponível no mercado. Alem disso o bambu é uma planta auto renovável quando extraída de forma correta, uma vez que a retirada de algumas varas significa uma poda no bambuzal, que naturalmente continua produzindo novas varas e não precisa de ser replantado como as espécies arbóreas.

Na Ásia desde os tempos pré-históricos temos registros do uso do bambu como matéria prima para as varias atividades humanas, desde a alimentação, vestuário, utensílios e construção. Na Colômbia e em Hong-Kong o bambu já é largamente utilizado na construção civil. É comum nesses lugares vermos casas, edifícios, pontes e andaimes feitos inteiramente com estruturas e acabamentos em bambu. Um exemplo clássico do uso estrutural do bambu é a construção milenar da cúpula do Taj Mahal (recentemente substituída por outro material estrutural).

Alem da função estrutural o bambu pode ser usado como vários outros elementos construtivos como as paredes, as telhas, laminados de bambu para acabamentos, forros, pisos, mobiliários, utensílios e inclusive como planta ornamental e do jardim fazendo seu papel nos tempos de aquecimento global, com a absorção de grandes quantidades de CO2 da atmosfera.

No Brasil o uso do bambu na construção ainda é pouco difundido sendo que ainda temos resistência ao uso construtivo desse material por falta de uma “cultura” e divulgação de suas qualidades mecânicas e de tratamentos eficazes para a conservação e manutenção das varas utilizadas.

Para a conservação e tratamento do bambu deve se atentar para a época de sua colheita, evitando meses chuvosos, pois as varas colhidas em tempo seco terão mais resistência que as outras e serão menos susceptíveis ao ataque de pragas. O importante no tratamento do bambu é a retirado do excesso de amido da planta, alimento que atrai os carunchos, pragas mais comuns nos bambus.

Uma alternativa bem natural para o tratamento é a imersão do bambu por 30 dias na água, sendo que podemos dispor também de tratamentos mais rápidos a base de defumação, calor e aplicação de substancias que protegerão o bambu das intempéries e pragas como: a seiva de bananeiras, cactos, ceras de abelha e de carnaúba, além de caldos feitos com cascas de arvores como a da aroeira e pau santo. Apesar da contra indicação devido à toxidade, existem produtos químicos disponíveis no mercado a base de solventes que podem ser usados no tratamento do bambu como são usados em qualquer madeira.

Estudos realizados no Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Engenharia da UNESP em Bauru mostram que as espécies mais indicadas para o uso estrutural na construção civil são as dos gêneros Guadua (conhecido no Brasil como Taquaruçu), Dendrocalamus (denominado Bambu gigante ou Bambu balde) e Phyllostachys pubescens.

Esses bambus possuem boa resistência a esforços de tração, compressão e modulo de elasticidade. Podendo superar 180MPa de resistência a atração (com energia por unidade de tensão 50 vezes menor que o aço); 80 MPa para esforços de compressão (muito superior aos do concreto e de muitas espécies de arvores), e até 20.000 MPa para o modulo de elasticidade (cerca de 1/10 do valor alcançado pelo aço. Cabos de bambus trançados oferecem resistência similar ao aço CA-25 (2.500 kgf./cm2). O peso, no entanto, é 90% menor).

GEOBIOLOGIA / SAÚDE AMBIENTAL

GeobiologiaA Geobiologia, ou Biologia da Construção, é uma ciência baseada na interação entre as influências do espaço construído e a saúde das pessoas que usufruem desse espaço.

Também conhecida como medicina do habitat, essa ciência tem o seu foco principal na criação ou reorganização de construções para que estas sejam saudáveis, geradoras e mantenedoras da saúde do meio ambiente e principalmente das pessoas que usufruem desses ambientes.

Originalmente, quando o ser humano ainda tinha todas as suas bases e referências na natureza, somente os fatores naturais eram relevantes para sua saúde e de seu habitat. Daí o nome Geobiologia, Geo (influência da Terra), biologia (fenômenos vitais).

Nos dias de hoje a Geobiologia também dá atenção aos fatores de influencia artificiais, considerando que a cada dia novas tecnologias, técnicas e materiais, estão disponíveis ao ser humano e na maioria das vezes são idealizadas somente levando em conta a praticidade, funcionalidade e a economia, deixando de lado a relação desses novos implementos com a saúde humana.

A Geobiologia traduz para o mundo atual ensinamentos tradicionais de culturas antigas (celtas, egípcios, chineses, romanos e etc.) que sempre buscavam uma relação saudável com os ambientes em que realizavam suas funções.

Nessas culturas a observação dos condicionantes físicos e energéticos naturais dos ambientes era pré-requisito para a construção de qualquer edificação, ou até mesmo para ocupação temporária de determinado local.

Desde a posição do sol, relevo e até as influências das energias telúricas dos veios subterrâneos de água e falhas geobiológicas eram analisadas para se arquitetar, construir ou habitar um determinado ambiente.

Os antigos romanos soltavam vários grupos de ovelhas em uma região em que pretendiam construir. Depois de um determinado tempo eles escolhiam ovelhas de diferentes grupos que dormiam em diferentes locais. Essas ovelhas eram sacrificadas e seus fígados analisados. As ovelhas que tinham os fígados mais saudáveis eram aquelas que dormiam e pastavam em locais com menos influencias maléficas, portanto os romanos escolhiam esses locais para construírem suas edificações.

Os antigos chineses conheciam técnicas de criação de ambientes saudáveis, através do uso de técnicas do feng-shui, ciência que é uma das ramificações da respeitada e tradicional medicina chinesa. Através das avaliações das formas, relevos, magnetismos, direção dos ventos e da posição e qualidade da água, os sábios chineses conseguiam determinar o melhor local para se construir, dormir, direcionar as janelas e as portas.

Além disso, consideravam as influências das energias das estrelas das constelações, e também dos veios subterrâneos de água, chamados por eles de veias do dragão.

Os antigos construtores celtas sabiam exatamente onde construírem e onde não construírem. Para tratar os ambientes eles erguiam enormes megalíticos que serviam como agulhas de acupuntura na terra para manipular de forma favorável as energias telúricas.

A maioria das catedrais da idade média foi erguida em locais com grande influencia de energias telúricas, o que dinamizava a alteração do estado de consciência dos fieis que estavam em busca da re-ligação com o divino.

A Geobiologia começou a ser vista de fato como ciência desde o inicio do século XIX, quando médicos e cientistas começaram a comprovar a relação das energias telúricas e geomagnéticas com a ocorrência de doenças, em principal o câncer.

A partir daí a relação entre o habitat e a saúde do habitante começou a ficar óbvia, e na década de 80 a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que os edifícios podem ser agentes de saúde, ou pelo contrário, possuírem a Síndrome do Edifico Enfermo, gerando doenças em seus usuários.
Nesta mesma década, várias outras instituições começarão a dar mais atenção à salubridade dos ambientes internos. A OMS, EPA, ACGIH, OSHA, ANVISA (RE nº9 16/01/2003), ABNT (NBR6401) e MTE (NR 9,15, 17) listaram poluentes e estabelecem limites de exposição prolongada e de curta duração a alguns agentes contaminantes (campos eletromagnéticos, radônio, ozônio, benzeno, formaldeído, NO2, HCFC, HCHO, CO2, provenientes de aparelhos de telefone celular, computadores, eletroeletrônicos, granitos, tintas, colas, ar condicionado, vernizes, matérias de limpeza etc).

Por sua vez os Geobiólogos já estavam bastante avançados em relação aos estudos e pesquisas que comprovavam a estreita relação entre a saúde e o local em que se vive. Em 1976 o Prof. Anton Schneider fundou o primeiro Instituto de Geobiologia, o Instituto fur Baubiologie+Oekologie Neubern – IBN, com o intuito de oferecer serviços e informações a cerca da Geobiologia.

Edificação Saudável e Síndrome do Edifício Enfermo

9BO fator mais importante na vida e função de um edifício é a geração e preservação da saúde do ser humano que usufrui do espaço construído.

Consideramos uma edificação saudável aquela que promove e mantém a saúde de seus usuários.
Como um dos caminhos para a construção e manutenção de edificações saudáveis podemos dispor da geobiologia, ciência e cultura construtiva e de habitat, que considera a edificação um ser vivo sustentável, promotor e mantenedor da saúde ambiental e principalmente humana.

Dois pontos chaves que a geobiologia considera para a manutenção e geração de saúde dentro dos edifícios são o tempo de exposição diante dos fatores de contaminação dos ambientes e a intensidade e modo que as pessoas interagem com esses fatores.

Assim sendo, para os cômodos de permanência prolongada, aqueles onde passamos mais de quatro horas diárias, são aqueles onde as nossa atenções devem ser redobradas, pois neles a interação com os fatores de contaminação são mais freqüentes e com o passar do tempo serão determinantes para a condição de saúde das pessoas que ocupam esses locais.

Nossos quartos de dormir, escritórios, salas de estar, locais de estudo e cozinha costumam ser os ambientes onde passamos mais tempo durante o dia. Mas isso não quer dizer que os outros cômodos não devem ser salubres, uma vez que ao longo de nossas vidas também usufruímos desses espaços, e dependendo da intensidade dos fatores de contaminação, um banheiro, por exemplo, onde passamos poucas horas diárias, pode ser um ambiente crucial para a saúde das pessoas que o usam.

Desde 1982 a OMS (Organização Mundial de Saúde) classifica como Síndrome do Edifício Enfermo, a patologia na qual um edifício é fator comprovado de risco para a saúde de seus usuários. Para classificar um edifício como enfermo é necessário que mais de 50% de seus usuários tenham os mesmos sintomas relacionados com a permanência na edificação.

No Brasil, estima-se que mais de 80% dos prédios comerciais sejam doentes e gerem ou desencadeiem patologias nas pessoas que trabalham neles, passando mais de seis horas diárias em suas dependências.

As residências também devem ser motivo de atenção uma vez que são locais onde as pessoas passam a maior parte de seus dias e onde os fatores de salubridade são muitas vezes encontrados em altas freqüências e concentração. A maioria das residências possuem o ar interno mais poluído do que o ar externo das grande metrópoles devido ao uso de materiais de construção, produtos de limpeza e mobiliário insalubres.